Estranho mesmo, é entrar no seu blog, depois

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Estranho mesmo, é entrar no seu blog, depois de um ano, e resolver ressuscitá-lo. Resolvi apagar tudo que não fossem os textos que postei aqui mesmo, e depois de retirados estes, o primeiro post tem quase exatamente um ano.

O engraçado é ver como as coisas estão diferentes neste tempo, e como já estão para mudar ainda mais…

O post era sobre escola e, realmente, nada ficou melhor e eu não fiquei lá. Amigos? Não, nenhum. Mas alguns colegas, que durante algum tempo, vão me cumprimentar quando nos encontrarmos, talvez perguntar como andam as coisas, mas nunca manter contato de verdade. 

E eu tentei, inclusive, manter contato com a única pessoa que eu considerei como amiga durante aquele ano – que para mim, sempre será lembrado como o meu pior ano escolar -, mas ela não me pareceu interessada, e resolvi não insistir. Acho que tudo bem tentar se aproximar das pessoas, mas se elas não tentam também, eu não vou me esforçar para construir uma amizade sozinha.

Hoje, de volta à minha antiga escola que eu julguei tão ruim a ponto de querer sair de lá, posso dizer que, quanto à isso, estou bem feliz.

Antes que as aulas começassem, admito que eu fiquei preocupada, meio com medo. E as pessoas não me ajudaram em nada. Por que eu continuava pensando em como as coisas seriam diferentes, como talvez eu já não me encaixasse lá também. E todos ao meu redor pareciam só querer me lembrar de que tudo seria diferente.

Não os culpo. Eu sei que diziam isso porque queriam que eu me preparasse para o pior, mas unido à minha própria preocupação, só me deixava mais ansiosa. Na noite anterior ao primeiro dia de aula, ao dia do meu retorno, eu quase não consegui dormir.

E quando eu cheguei lá, tenho que dizer que a surpresa foi grande. Assim como em todos os anos – menos aquele na outra escola, obviamente – meu lugar já estava guardado “junto dos meus”. E quando todo mundo estava lá, todos  – todos os que realmente importam – pareciam realmente felizes que eu estivesse com eles de novo. E foi como se eu nunca tivesse saído de lá.

É claro que, no começo, eu ainda me sentia de fora de algumas coisas, principalmente no que envolvia ao ano anterior, mas agora já me sinto totalmente integrada novamente. E minha tristeza é pensar que nosso último ano, não vamos passar todos juntos.

É claro que após a formatura vamos todos seguir caminhos diferentes, mas eu esperava passar meu ano da formatura com meus amigos, e agora parece que vamos ser só eu e mais uma, e isso me entristece um pouco. Mas amigos, amigos mesmo, não vão deixar de ser amigos por causa de um afastamento. E eu sei que a grande maioria vai se perder no tempo, mas espero manter pelo menos 2 desses amigos. 

E, sinceramente, não vou começar a sentir falta deles antes que eles se vão. Agora, o que importa, é que eles estão comigo.

E no episódio de hoje, eu aprendi que quem faz a vida ser ruim ou boa, ou difícil, sou eu mesma e o modo como eu decido ver as coisas.

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Um comentário em “Estranho mesmo, é entrar no seu blog, depois

  1. disse:

    Nem sei se eu deveria estar aqui opinando, mas acho que seria interessante ouvir o outro lado também.

    Sabe Mel, nem sempre quando te alertamos, queremos te desanimar. Nem sempre quando somos chatos, queremos que você olhe para as coisas ruins. E nem sempre quando nos ausentamos, isso quer dizer que não nos importemos.

    Por outro lado, eu já tive 16 anos e sei como são as coisas. São muitas mudanças, muitas cobranças, muitas decisões que podem parecer irrevogáveis mas, acredite, não são. E adotar uma postura defensiva não ajuda; falo por experiência própria.

    Eu e você passamos por situações e vivências muito diferentes com a mesma idade. O que fez de nós, apesar de similares, muito diferentes. Talvez por isso tenhamos essa dificuldade de conviver, o que me dá medo de termos nos afastado demais uma da outra. A ponto de, quando estivermos sós nesse mundo, não conseguirmos mais nos aproximar. Esse é um dos meus piores medos.

    Essa questão das amizades é algo complicado pois o que pensamos ser eterno muitas vezes não é… E o que vemos como passageiro pode vir para ficar. Nós não conhecemos a vida e o que ela nos reserva. E é aí que concordo com você quando diz que quem a transforma é você, e apenas você.

    Não peço para que você mude, mas gostaria que você fosse um pouco mais além do que eu fui quando tinha 16. Eu não pude perceber a preocupação, o medo e até o amor que estavam por trás de todas aquelas encheções de saco. Demorei muitos anos para aprender que, na maioria das vezes, as pessoas agem de forma completamente diversa daquilo que realmente sentem. Mas aprendi que o mais importante não é o que é mostrado, mas o que é sentido. Tenho certeza que falo por todos que amamos você muito mais do que pode imaginar, e que, por querermos apenas o seu bem, muitas vezes nos tornamos carrascos em seu mundo. Mas não é por maldade, e sim por excesso de cautela.

    Saiba que dividir com os outros é sempre melhor que multiplicar a dor dentro de nós. E vou parar por aqui porque a veia “minutos de sabedoria” dos nossos pais já começou a dar sinais. Te amo! Beijo

Agora que eu já dei a minha opinião, escreva aqui a sua

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