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Pode ser a raiva do momento, ou a mágoa acumulada. A questão, na verdade, é que agora, eu realmente desejo que você passe por um problema, mas um problema mesmo, daqueles que te fazem precisar dos amigos. Porque acredito que só assim você vai perceber quem é que está sempre com você, mesmo depois de você ter deixado de lado, em favor de outros.
E sabe, perguntar por que eu não falei que me sentia deixada de lado, só mostraria o quanto você nem sequer nos escuta direito. Eu disse, sim, eu cheguei a dizer que precisava de atenção também, e não mudou nada. E sabe, eu até entendo que em relação a alguns, você se importe demais, já que criou essa dependência, mas ser trocada por qualquer um como tem acontecido ultimamente, isso foi me ferir demais.
Não é exagero, sendo que não sou a única se sentindo assim. Não é drama, pois drama é o que esses outros tem feito, e por alguma razão você não enxerga.
Aliás, tem muita coisa que você não tem enxergado, mas quem sou eu pra te mostrar isso, não? Não adiantaria, mesmo se eu tentasse. Por vezes, vezes demais, não tem adiantado. E tudo bem, eu falo sim, eu tento mostrar, tento aconselhar, mas eu sempre te escuto primeiro, sempre ouço o que tem a dizer. Não só quando sou eu falando para você, mas na situação inversa também. Eu tento levar tudo em consideração, inclusive o que eu nem sempre concordo plenamente, mas eu escuto, e dou atenção à sua opinião.
Sabe, eu gosto muito de você, como eu gosto de poucas pessoas. Mas essa situação tem me deixado realmente magoada, e não parece existir nada que eu possa fazer. É uma pena, porque com isso, tudo que eu sinto, é que estou perdendo alguém que amo, e  por coisas idiotas, e isso me deixa realmente triste.
No fim, a escolha vai acabar sendo sua. Se isso te deixou nervosa, sinto muito, mas é como eu penso e como eu me sinto agora, mesmo que isso não pareça importar ultimamente.

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To Care


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To care, em uma tradução completamente livre, seria algo como importar-se.
Importar-se seria algo como se interessar, fazer caso, dar importância

Uma das coisas com as quais eu me importo, e muito, são as pessoas que amo. Eu nem sempre sei me expressar bem quanto a isso. Quando precisam de mim, eu sempre estou lá, para tudo, para qualquer coisa, mas nem sempre sei o que fazer. Como, por exemplo, ao ver alguém amado sofrendo. 

Ver alguma das pessoas com quem me importo, de verdade, magoadas, machucadas, abatidas, enfim, qualquer coisa que as deixe para baixo, automaticamente me faz sofrer também, seja o motivo uma coisa boba ou uma grande perda. Ver uma dessas chorando, sempre me faz chorar. Ver que alguém é a causa disso, me faz tomar as dores de quem gosto contra esse sujeito, que não tem absolutamente direito algum de ferir de qualquer forma, aqueles que eu amo. 

Sou dessas que fica com raiva de quem faz isso, que toma as dores, que sofre junto, e que faria de tudo, tudo mesmo, para ver bem esses de quem gosto. Saber que eles não estão bem, mesmo quando o dizem, me dói, e quando isso acontece, tudo que eu tenho vontade é poder fazer alguma coisa, o que nem sempre é possível. Acho que essa é uma das principais causas da “adoção” do sofrimento alheio pela minha parte: se não há nada que possa fazer para diminuí-lo, é o meu modo de estar lá, de demonstrar que me importo.

Nem sempre esses indivíduos, por quem tenho afeição, sabem que eu tomo suas dores, que sofro junto com eles. Nem sempre eu consigo falar algo, ou mesmo demonstrar. Às vezes, só compartilho em silêncio, mas isso não diminui o quanto eu desejo que fiquem bem, ou que possa fazer alguma coisa.

Seja para o bem ou para o mal, eu me importo de verdade, e muito. E, agora, espero que você fique bem, que siga em frente, que seja feliz, que ache alguém que preste, e que saiba que eu sempre vou estar aqui, que sempre vou tomar suas dores, e que sempre vou chorar quando você chorar.


Eu não saberia dizer se é um defeito ou uma qualidade, mas o fato é que me importo demais. Com as pessoas de quem gosto, com os pensamentos dos outros, com o que vão dizer, e às vezes gostaria de não me importar tanto.
Seria mais fácil, então, ignorar completamente as críticas destrutivas, as atitudes idiotas, tudo que, de certa forma, seja em maior ou menor grau, acaba por me fazer mal.

Sou o tipo de pessoa que não acredita completamente nos elogios. Acho sempre que estão me supervalorizando, e por isso tenho medo de decepcioná-los. Ironicamente, no entanto, consigo ficar mal quando me apontam um defeito, embora não fique tão bem ao ouvir um elogio. Enquanto um pode me alegrar por um momento, o outro pode me deixar para baixo por um dia inteiro.

 As últimas “amizades” que tentei fazer não me deixaram bem, só acabaram por me frustrar. Pode ter sido puro azar meu que, em dois casos recentes, um foi por puro interesse fútil e o outro, falso. Mas azar ou não, me fez perceber que preciso mudar algumas coisas em mim, como o fato de dar tanta importância à essas coisas, mesmo que não fossem pessoas próximas, e de esperar que todos sejam tão bons e honestos sempre. 

Gostaria de ser diferente. E é por este motivo que pretendo valorizar agora, mais aos elogios do que aos defeitos, e saber aceitar a ambos, invertendo o grau de importância que tem para mim. Não esperar demais das pessoas, assim como dar importância apenas àqueles que já provaram a merecerem. Parar de me machucar com coisas pequenas, e valorizar o que interessa. 

Estranho mesmo, é entrar no seu blog, depois


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Estranho mesmo, é entrar no seu blog, depois de um ano, e resolver ressuscitá-lo. Resolvi apagar tudo que não fossem os textos que postei aqui mesmo, e depois de retirados estes, o primeiro post tem quase exatamente um ano.

O engraçado é ver como as coisas estão diferentes neste tempo, e como já estão para mudar ainda mais…

O post era sobre escola e, realmente, nada ficou melhor e eu não fiquei lá. Amigos? Não, nenhum. Mas alguns colegas, que durante algum tempo, vão me cumprimentar quando nos encontrarmos, talvez perguntar como andam as coisas, mas nunca manter contato de verdade. 

E eu tentei, inclusive, manter contato com a única pessoa que eu considerei como amiga durante aquele ano – que para mim, sempre será lembrado como o meu pior ano escolar -, mas ela não me pareceu interessada, e resolvi não insistir. Acho que tudo bem tentar se aproximar das pessoas, mas se elas não tentam também, eu não vou me esforçar para construir uma amizade sozinha.

Hoje, de volta à minha antiga escola que eu julguei tão ruim a ponto de querer sair de lá, posso dizer que, quanto à isso, estou bem feliz.

Antes que as aulas começassem, admito que eu fiquei preocupada, meio com medo. E as pessoas não me ajudaram em nada. Por que eu continuava pensando em como as coisas seriam diferentes, como talvez eu já não me encaixasse lá também. E todos ao meu redor pareciam só querer me lembrar de que tudo seria diferente.

Não os culpo. Eu sei que diziam isso porque queriam que eu me preparasse para o pior, mas unido à minha própria preocupação, só me deixava mais ansiosa. Na noite anterior ao primeiro dia de aula, ao dia do meu retorno, eu quase não consegui dormir.

E quando eu cheguei lá, tenho que dizer que a surpresa foi grande. Assim como em todos os anos – menos aquele na outra escola, obviamente – meu lugar já estava guardado “junto dos meus”. E quando todo mundo estava lá, todos  – todos os que realmente importam – pareciam realmente felizes que eu estivesse com eles de novo. E foi como se eu nunca tivesse saído de lá.

É claro que, no começo, eu ainda me sentia de fora de algumas coisas, principalmente no que envolvia ao ano anterior, mas agora já me sinto totalmente integrada novamente. E minha tristeza é pensar que nosso último ano, não vamos passar todos juntos.

É claro que após a formatura vamos todos seguir caminhos diferentes, mas eu esperava passar meu ano da formatura com meus amigos, e agora parece que vamos ser só eu e mais uma, e isso me entristece um pouco. Mas amigos, amigos mesmo, não vão deixar de ser amigos por causa de um afastamento. E eu sei que a grande maioria vai se perder no tempo, mas espero manter pelo menos 2 desses amigos. 

E, sinceramente, não vou começar a sentir falta deles antes que eles se vão. Agora, o que importa, é que eles estão comigo.

E no episódio de hoje, eu aprendi que quem faz a vida ser ruim ou boa, ou difícil, sou eu mesma e o modo como eu decido ver as coisas.