Needs


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I don’t need you to hug me, or kiss me all the time. I don’t need you to show how you like me in front of everyone. I don’t need you to praise me, nor to say that I am perfect. I don’t need to know of each person you talk to, nor to take care of your whole life. I don’t need you to tell me you like me all the time. I don’t need you to be just like me. I don’t need you to like everything I do. Don’t need you to be easy to understand, nor to be “cute” or something like that. I don’t need it to be easy to keep.
And could be more things wich I don’t need, but there’s a few I still do.
I need you to like me, and that you, somehow, in your own way, let me know it. I need to know that you also care. And I need you to understand that, even that sometimes it seems I don’t, I care a lot, and I’m, really, way too insecure.
And, even being so, I choose to risk myself.
What I need the most, it’s just you to be pacient, and to don’t give up on me easily.


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Pode ser a raiva do momento, ou a mágoa acumulada. A questão, na verdade, é que agora, eu realmente desejo que você passe por um problema, mas um problema mesmo, daqueles que te fazem precisar dos amigos. Porque acredito que só assim você vai perceber quem é que está sempre com você, mesmo depois de você ter deixado de lado, em favor de outros.
E sabe, perguntar por que eu não falei que me sentia deixada de lado, só mostraria o quanto você nem sequer nos escuta direito. Eu disse, sim, eu cheguei a dizer que precisava de atenção também, e não mudou nada. E sabe, eu até entendo que em relação a alguns, você se importe demais, já que criou essa dependência, mas ser trocada por qualquer um como tem acontecido ultimamente, isso foi me ferir demais.
Não é exagero, sendo que não sou a única se sentindo assim. Não é drama, pois drama é o que esses outros tem feito, e por alguma razão você não enxerga.
Aliás, tem muita coisa que você não tem enxergado, mas quem sou eu pra te mostrar isso, não? Não adiantaria, mesmo se eu tentasse. Por vezes, vezes demais, não tem adiantado. E tudo bem, eu falo sim, eu tento mostrar, tento aconselhar, mas eu sempre te escuto primeiro, sempre ouço o que tem a dizer. Não só quando sou eu falando para você, mas na situação inversa também. Eu tento levar tudo em consideração, inclusive o que eu nem sempre concordo plenamente, mas eu escuto, e dou atenção à sua opinião.
Sabe, eu gosto muito de você, como eu gosto de poucas pessoas. Mas essa situação tem me deixado realmente magoada, e não parece existir nada que eu possa fazer. É uma pena, porque com isso, tudo que eu sinto, é que estou perdendo alguém que amo, e  por coisas idiotas, e isso me deixa realmente triste.
No fim, a escolha vai acabar sendo sua. Se isso te deixou nervosa, sinto muito, mas é como eu penso e como eu me sinto agora, mesmo que isso não pareça importar ultimamente.

Laços


Laços são uma coisa complicada. Mas eu acho que a expressão “laços” é muito boa para descrever os relacionamentos, afinal, existem laços mais resistentes e laços que podem ser facilmente rompidos. Laços que você cria, de amor e de amizade e que vão permanecer firmes, e laços que por mais que você tente simplesmente não permanecem atados.

Relacionamentos, em geral, são complicados. E eu não estou falando de amor de namorado, de amor de casal. Estou me referindo também aos relacionamentos de amizade, e aos familiares.

Família, entre todos esse, sempre foi uma das coisas que eu achei mais complicada. Pois não importa o que aconteça, a família tem laços de sangue, que não podem ser partidos. Mesmo que você não goste de sua família, vai ter que conviver com ela.

Eu acreditava, até algum tempo atrás, ser uma pessoa de sorte, porque na minha família (mãe, padrasto e irmã), a gente não brigava. De algum tempo pra cá, eu brigo com me padrasto às vezes, e até fico muitas vezes, aborrecida com a minha mãe. Mas com a minha irmã foi mais recente.

Ela já havia se queixado sim, de eu não contar nada para ela. Mas, eu nem sabia que isso a magoava tanto. E, eu sei que isso não melhora nada, e na verdade só me torna pior, mas eu não conto nada para ninguém aqui em casa. Simplesmente não falo. Converso sim, mas não conto coisas do meu dia, nem falo como me sinto. Essas coisas que as pessoas estão sempre dizendo que toda família devia fazer e que, aqui em casa, a minha mãe faz.

Eu converso com pouca gente, e falo de mim para menos gente ainda. Mas eu sempre quis me aproximar da minha irmã, mesmo que ela ache que eu sou um poço de desinteresse. Eu não me lembro de muita coisa de quando a gente era criança. Eu não me lembro de brincar com ela, quando a gente era pequena. Eu lembro de algumas coisas, mas ela já era mais velha. Eu lembro de que ela me levava junto às vezes, quando saia com o namorado. E também lembro que ela ficava no computador, jogado The Sims, e eu assistia. Mas eu lembro de sempre ter respeitado tudo que ela dizia, um pouco por medo até, como quando ela me mandava não entrar no quarto dela.

Enquanto ela sempre me acha desinteressada, eu sempre achei ela distante. Eu não sabia o que fazer para me aproximar, ou como começar a conversar realmente com ela depois de tanto tempo sem nunca ter feito isso. Minha maneira de demonstrar afeto em casa sempre foi através de abraços e beijos, de passar m tempo junto, mesmo que em silêncio, assistindo alguma coisa na TV. Eu fico abraçando tanto todo mundo que, somando isso à minha preguiça, minha irmã me chamava de “bichinho preguiça”.

Quando ela ficou magoada comigo, realmente magoada, antes de voltar para BH, ela não deixou eu me aproximar e dar m beijo no rosto dela. E isso me magoou também. Como eu já disse, não sou boa com palavras, pelo menos não com palavras faladas, então gestos são o que eu pratico. Ser rejeitada pela minha irmã assim doeu, muito, mesmo que eu não tenha deixado ninguém perceber. Eu já estou fazendo isso de “não deixar ninguém perceber” a tanto tempo, que falar é cada vez mais difícil.

Mas eu só me dei conta realmente, do que ela sentia quando eu li. Eu não sou perceptiva, não sou mesmo.  E me deixou ainda mais triste saber como ela se sentia.

Eu posso não ter deixado isso claro, ou ter dado a entender o contrário, mas não é assim. Sua companhia é importante para mim sim. Mas eu preciso da sua ajuda para atar esse laço, porque é muito difícil para mim.