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Pode ser a raiva do momento, ou a mágoa acumulada. A questão, na verdade, é que agora, eu realmente desejo que você passe por um problema, mas um problema mesmo, daqueles que te fazem precisar dos amigos. Porque acredito que só assim você vai perceber quem é que está sempre com você, mesmo depois de você ter deixado de lado, em favor de outros.
E sabe, perguntar por que eu não falei que me sentia deixada de lado, só mostraria o quanto você nem sequer nos escuta direito. Eu disse, sim, eu cheguei a dizer que precisava de atenção também, e não mudou nada. E sabe, eu até entendo que em relação a alguns, você se importe demais, já que criou essa dependência, mas ser trocada por qualquer um como tem acontecido ultimamente, isso foi me ferir demais.
Não é exagero, sendo que não sou a única se sentindo assim. Não é drama, pois drama é o que esses outros tem feito, e por alguma razão você não enxerga.
Aliás, tem muita coisa que você não tem enxergado, mas quem sou eu pra te mostrar isso, não? Não adiantaria, mesmo se eu tentasse. Por vezes, vezes demais, não tem adiantado. E tudo bem, eu falo sim, eu tento mostrar, tento aconselhar, mas eu sempre te escuto primeiro, sempre ouço o que tem a dizer. Não só quando sou eu falando para você, mas na situação inversa também. Eu tento levar tudo em consideração, inclusive o que eu nem sempre concordo plenamente, mas eu escuto, e dou atenção à sua opinião.
Sabe, eu gosto muito de você, como eu gosto de poucas pessoas. Mas essa situação tem me deixado realmente magoada, e não parece existir nada que eu possa fazer. É uma pena, porque com isso, tudo que eu sinto, é que estou perdendo alguém que amo, e  por coisas idiotas, e isso me deixa realmente triste.
No fim, a escolha vai acabar sendo sua. Se isso te deixou nervosa, sinto muito, mas é como eu penso e como eu me sinto agora, mesmo que isso não pareça importar ultimamente.

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Estranho mesmo, é entrar no seu blog, depois


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Estranho mesmo, é entrar no seu blog, depois de um ano, e resolver ressuscitá-lo. Resolvi apagar tudo que não fossem os textos que postei aqui mesmo, e depois de retirados estes, o primeiro post tem quase exatamente um ano.

O engraçado é ver como as coisas estão diferentes neste tempo, e como já estão para mudar ainda mais…

O post era sobre escola e, realmente, nada ficou melhor e eu não fiquei lá. Amigos? Não, nenhum. Mas alguns colegas, que durante algum tempo, vão me cumprimentar quando nos encontrarmos, talvez perguntar como andam as coisas, mas nunca manter contato de verdade. 

E eu tentei, inclusive, manter contato com a única pessoa que eu considerei como amiga durante aquele ano – que para mim, sempre será lembrado como o meu pior ano escolar -, mas ela não me pareceu interessada, e resolvi não insistir. Acho que tudo bem tentar se aproximar das pessoas, mas se elas não tentam também, eu não vou me esforçar para construir uma amizade sozinha.

Hoje, de volta à minha antiga escola que eu julguei tão ruim a ponto de querer sair de lá, posso dizer que, quanto à isso, estou bem feliz.

Antes que as aulas começassem, admito que eu fiquei preocupada, meio com medo. E as pessoas não me ajudaram em nada. Por que eu continuava pensando em como as coisas seriam diferentes, como talvez eu já não me encaixasse lá também. E todos ao meu redor pareciam só querer me lembrar de que tudo seria diferente.

Não os culpo. Eu sei que diziam isso porque queriam que eu me preparasse para o pior, mas unido à minha própria preocupação, só me deixava mais ansiosa. Na noite anterior ao primeiro dia de aula, ao dia do meu retorno, eu quase não consegui dormir.

E quando eu cheguei lá, tenho que dizer que a surpresa foi grande. Assim como em todos os anos – menos aquele na outra escola, obviamente – meu lugar já estava guardado “junto dos meus”. E quando todo mundo estava lá, todos  – todos os que realmente importam – pareciam realmente felizes que eu estivesse com eles de novo. E foi como se eu nunca tivesse saído de lá.

É claro que, no começo, eu ainda me sentia de fora de algumas coisas, principalmente no que envolvia ao ano anterior, mas agora já me sinto totalmente integrada novamente. E minha tristeza é pensar que nosso último ano, não vamos passar todos juntos.

É claro que após a formatura vamos todos seguir caminhos diferentes, mas eu esperava passar meu ano da formatura com meus amigos, e agora parece que vamos ser só eu e mais uma, e isso me entristece um pouco. Mas amigos, amigos mesmo, não vão deixar de ser amigos por causa de um afastamento. E eu sei que a grande maioria vai se perder no tempo, mas espero manter pelo menos 2 desses amigos. 

E, sinceramente, não vou começar a sentir falta deles antes que eles se vão. Agora, o que importa, é que eles estão comigo.

E no episódio de hoje, eu aprendi que quem faz a vida ser ruim ou boa, ou difícil, sou eu mesma e o modo como eu decido ver as coisas.

Laços


Laços são uma coisa complicada. Mas eu acho que a expressão “laços” é muito boa para descrever os relacionamentos, afinal, existem laços mais resistentes e laços que podem ser facilmente rompidos. Laços que você cria, de amor e de amizade e que vão permanecer firmes, e laços que por mais que você tente simplesmente não permanecem atados.

Relacionamentos, em geral, são complicados. E eu não estou falando de amor de namorado, de amor de casal. Estou me referindo também aos relacionamentos de amizade, e aos familiares.

Família, entre todos esse, sempre foi uma das coisas que eu achei mais complicada. Pois não importa o que aconteça, a família tem laços de sangue, que não podem ser partidos. Mesmo que você não goste de sua família, vai ter que conviver com ela.

Eu acreditava, até algum tempo atrás, ser uma pessoa de sorte, porque na minha família (mãe, padrasto e irmã), a gente não brigava. De algum tempo pra cá, eu brigo com me padrasto às vezes, e até fico muitas vezes, aborrecida com a minha mãe. Mas com a minha irmã foi mais recente.

Ela já havia se queixado sim, de eu não contar nada para ela. Mas, eu nem sabia que isso a magoava tanto. E, eu sei que isso não melhora nada, e na verdade só me torna pior, mas eu não conto nada para ninguém aqui em casa. Simplesmente não falo. Converso sim, mas não conto coisas do meu dia, nem falo como me sinto. Essas coisas que as pessoas estão sempre dizendo que toda família devia fazer e que, aqui em casa, a minha mãe faz.

Eu converso com pouca gente, e falo de mim para menos gente ainda. Mas eu sempre quis me aproximar da minha irmã, mesmo que ela ache que eu sou um poço de desinteresse. Eu não me lembro de muita coisa de quando a gente era criança. Eu não me lembro de brincar com ela, quando a gente era pequena. Eu lembro de algumas coisas, mas ela já era mais velha. Eu lembro de que ela me levava junto às vezes, quando saia com o namorado. E também lembro que ela ficava no computador, jogado The Sims, e eu assistia. Mas eu lembro de sempre ter respeitado tudo que ela dizia, um pouco por medo até, como quando ela me mandava não entrar no quarto dela.

Enquanto ela sempre me acha desinteressada, eu sempre achei ela distante. Eu não sabia o que fazer para me aproximar, ou como começar a conversar realmente com ela depois de tanto tempo sem nunca ter feito isso. Minha maneira de demonstrar afeto em casa sempre foi através de abraços e beijos, de passar m tempo junto, mesmo que em silêncio, assistindo alguma coisa na TV. Eu fico abraçando tanto todo mundo que, somando isso à minha preguiça, minha irmã me chamava de “bichinho preguiça”.

Quando ela ficou magoada comigo, realmente magoada, antes de voltar para BH, ela não deixou eu me aproximar e dar m beijo no rosto dela. E isso me magoou também. Como eu já disse, não sou boa com palavras, pelo menos não com palavras faladas, então gestos são o que eu pratico. Ser rejeitada pela minha irmã assim doeu, muito, mesmo que eu não tenha deixado ninguém perceber. Eu já estou fazendo isso de “não deixar ninguém perceber” a tanto tempo, que falar é cada vez mais difícil.

Mas eu só me dei conta realmente, do que ela sentia quando eu li. Eu não sou perceptiva, não sou mesmo.  E me deixou ainda mais triste saber como ela se sentia.

Eu posso não ter deixado isso claro, ou ter dado a entender o contrário, mas não é assim. Sua companhia é importante para mim sim. Mas eu preciso da sua ajuda para atar esse laço, porque é muito difícil para mim.

Para um leitor, que provavelmente nem sabe que eu escrevo aqui


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Às vezes eu fico pensando… Fico pensando se deveria pensar tanto em você. Sabe, eu poderia me esforçar mais para te deixar para lá. Talvez eu até pudesse realmente deixar isso tudo para trás… Passei muito tempo sem te ver… e sem falar com você, também, não por falta de assunto, mas de oportunidade. E essas coisas ficam vindo à minha cabeça. Aí eu reparo que mesmo que seja para pensar em te deixar pra lá, eu estou sempre pensando em você.

E hoje, quando nos encontramos, por míseros dois minutos que fossem, foram dois minutos em que eu fiquei feliz em te ver, e em trocar aquela meia dúzia de palavras com você. E eu soube que foi recíproco. E foi o suficiente para me deixar feliz o dia todo. E para me fazer pensar nisso o dia todo.

Pelo menos nós finalmente estamos em paz, não é? Eu gostaria que você pudesse ler isso. Porque apesar de o texto estar péssimo, foi de coração. E foi feito para você.